Sua marca precisa surfar na onda do podcast (parte 1)

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Sua marca precisa surfar na onda do podcast

Ouvir podcast já é uma mania nacional. Duvida?

1. Segundo a Blubrry, comunidade e diretório de podcasts, em 2018 o Brasil foi o segundo país que mais baixou programas desse tipo no mundo.

2. 40% dos 120 milhões de usuários regulares de internet no Brasil já escutaram um podcast (Ibope).

3. De abril de 2017 a abril de 2018, o aumento do número médio de ouvintes diários de podcast no mundo inteiro dentro do Spotify foi de 330%.

4. O primeiro podcast no Brasil foi o Digital Minds, de Danilo Medeiros, que deu início ao Dia do Podcast.

5. Segundo a Associação Brasileira de Podcasters (ABPod), 79% dos brasileiros ouvem podcast durante os trajetos de locomoção, e 68% durante a realização de tarefas domésticas.

6. O período de escuta no Deezer, que já havia aumentado 130% em 2018, subiu mais de 40% de janeiro até setembro deste ano.

7. 25% dos ouvintes brasileiros consomem mais de uma hora de podcasts por dia, segundo pesquisa do Deezer com dados de outras plataformas, como o Spotify, Apple e Google Podcasts.

Agora que você já viu os números, quero te convidar a entender um pouco melhor como o podcast pode ser utilizado no ambiente corporativo para fortalecer a sua marca.

Já adianto: o artigo está dividido em duas partes e a de hoje é preparatória para a próxima. Meu objetivo com este primeiro texto é fazer com que você reflita sobre as possibilidades. No que ainda virá, tentarei te ajudar a colocar a mão na massa.

Para isso, conto com a ajuda indispensável das meninas do podcast “Baseado em Fatos Surreais”, a Marcela Ponce de Leon e Sheylli Caleffi, que deram uma oficina incrível sobre podcast durante o curso de Comunicação Digital que estou fazendo na Aberje, em São Paulo.

Antes, vale muito dar uma olhada na nuvem de palavras que elas usaram para descrever os atrativos do formato: íntimo, imersivo, livre, próximo, conveniente, mídia de acompanhamento portátil, on demand.

Mas o que dá pra fazer com tudo isso?

Seria muito pretensioso da minha parte querer esgotar aqui as possibilidades de uso do podcast no seu negócio, mas trago abaixo algumas bem legais para sua avaliação.

  • Comunicação interna.
  • Comunicação com seu cliente.
  • Comunicação com potenciais novos clientes.
  • Reforço de posicionamento.
  • Mudança de posicionamento.
  • Relacionamento com parceiros.
  • Relacionamento com a comunidade no entorno do seu negócio.

E certamente há mais usos por aí. Consegue pensar em algum agora?

Fazer o seu podcast ou investir num podcast que já existe?

Esta decisão precisa ser atrelada a uma estratégia maior tanto de Comunicação quanto de negócio. E você nem precisa escolher apenas um caminho, claro. Neste artigo vou me ater ao que fazer se a decisão for produzir o podcast da sua marca. 

Para começar, pense no seguinte:

a) Quem vai estar à frente disso precisa ser, antes de tudo, um apaixonado pelo assunto.

Fazer um podcast dá trabalho e manter uma rotina para produzi-lo exige não apenas técnica, mas paixão pelo tema. No fim das contas, é essa paixão que vai motivar você a seguir criando novos episódios e é ela que vai conectar você à audiência. Essa é a cola que vai unir todo mundo.

b) Você precisa ter uma equipe.

Isso significa encontrar pessoas da própria empresa (ou até de fora), que possam (e queiram) executar funções como apresentar, roteirizar, editar, montar, mixar e finalizar cada episódio, e, de fato, dar a elas as condições de realizar a empreitada.

c) A equipe precisa de infra.

Depois de escolher o time, é hora de pensar nos equipamentos. É claro que dá pra começar com o celular, se você quiser, mas também dá pra investir mais e comprar coisas bem legais que vão aumentar a qualidade técnica do produto (deixarei a lista de apps e possíveis equipamentos que foram indicados pela Marcela e Sheylli no curso).

d) Chegou a hora de criar a rotina.

Agora que você já pensou em tudo, é hora de criar a rotina e o fluxo de produção, atribuir tarefas claras e prazos a cada pessoa. Parece básico demais dizer isso, mas em uma empresa que não é produtora de podcast, se isso não ficar bem claro, cada um vai priorizar sua demanda normal e a empolgação inicial pode passar rapidinho.

Como escolher, então, que tipo de programa criar?

Conheça os formatos:

Painel – Tem um apresentador e mais de um convidado, o que é super legal se houver um certo controle do caos provocado por muita gente falando ao mesmo tempo.

Mesa – Parecido com o painel, costuma ter um apresentador e debatedores fixos.

Entrevista – A cada episódio um entrevistado diferente é convidado e os temas podem ser diversos.

Conversa – Em geral são duas pessoas numa dinâmica de personalidades que se complementam e dialogam o tempo todo. Meio Ana Maria Braga e Louro José. 🙂

Ficção – Formato bem livre e com infinitas possibilidades. Importante se atentar a uma coisa: não confundir ficção com mentira. 😉

Documental – O nome já diz: se propõe a contar uma história real, a resgatar fatos e trazê-los para a pauta.

Individual – Só há apresentador e o microfone, o que pode facilitar a produção, mas dificultar a dinâmica.

Híbrido – Mistura dois ou mais formatos acima.

Prontinho. Por hoje, missão cumprida. Espero que as reflexões propostas sejam úteis. No próximo texto trarei dicas práticas sobre escolha da linha editorial, equipamentos e mais para você escolher começar a produzir o seu podcast. Deixe seu comentário e vamos conversando. 

Lei também: Leia também: Sua marca vai surfar na onda do podcast. E agora? (parte 2)

Rodrigo Rocha é sócio e diretor de Digital do Conversa | Estratégias de Comunicação Integrada.